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22 de Fevereiro de 2011

ALUNO SURDO

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   O artigo de Guarinello, 2006, disponível em http://www.scielo.br nos traz o debate sobre a problemática que envolve a inclusão do aluno surdo no ensino regular. O estudo analisa os aspectos envolvidos em tal problemática a partir da visão de um grupo de professores.       Foi aplicado questionário junto a 36 professores inseridos na Rede Pública do Ensino Fundamental e Médio do Estado do Paraná. A análise dos dados evidencia que as principais dificuldades citadas ora relacionaram-se aos próprios professores- à falta de conhecimento acerca da surdez, à dificuldade de interação com o surdo,ao desconhecimento de LIBRAS, - ora aos sujeitos surdos – a própria surdez e a dificuldade de compreensão que tais sujeitos apresentam na ótica dos professores.     Cabe ressaltar que os professores, sujeitos dessa pesquisa, não relacionam as suas dificuldades para ensinar com as dificuldades de seus alunos para aprender, como se o desconhecimento dos professores acerca da surdez, por exemplo, não tivesse implicações diretas na aprendizagem dos surdos. Conclui-se que a inclusão de surdos no ensino regular significa mais do que apenas criar vagas e proporcionar recursos materiais, é necessário que a escola e a sociedade sejam inclusivas, assegurando igualdade de oportunidades a todos os alunos e contando com professores capacitados e compromissados com a educação de todos.   Pode-se considerar que o professor ainda tem uma compreensão reducionista sobre o processo de ensino/aprendizagem dos surdos. Embora muitos trabalhos já tenham demonstrado a necessidade de formação continuada do professor, da importância da Língua de Sinais, do intérprete em Língua de Sinais, na prática, não se tem discutido, efetivamente, que a presença dessa língua não isenta o professor de compreender os processos diferenciados através dos quais os alunos surdos utilizam para tornarem-se leitores e escritores de uma língua que não dominam. A imagem que o professor faz desse aluno como (in)competente e capaz de aprender também é um fator que deve ser considerado nessa discussão.     Para que haja inclusão do aluno surdo é necessário que as pessoas envolvidas no processo educacional façam um esforço, no sentido de se livrarem de modelos pré-determinados de homem, de entenderem a importância de que o aluno realize suas próprias elaborações, que compartilhem suas dúvidas, suas descobertas e seu poder de decisão.

 

 

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