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30 de Dezembro de 2010

FELIZ ANO NOVO!

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    À luz da ciência, a virada de ano não passa de um limite cronológico, o período de 365 dias e 6 horas da translação, quando a Terra completa uma volta ao redor do Sol.

    E a tradição nos permite dar a essa passagem o clima feérico que nos leva a pular ondas, fazer brindes, vestir branco, comer lentilha, romã e distribuir louros.

    Debaixo das superstições, contagiados pela oportunidade que o novo começo nos dá de recomeçar, talvez seja hora de mudar. E a mudança brota da consciência para se concretizar na química que nasce da união de coração e mente.

    Quem sabe seja a hora de recuperar a boa forma, de buscar o novo trabalho, ou o novo no trabalho, de comprar um carro, encontrar a cara metade, morar na casa própria...

    Mas, melhor seria que, ao mesmo tempo, tivéssemos olhos para as conquistas abstratas, para a renovação dos valores e das propriedades.

    Já passou do tempo do ser humano entender que a felicidade não é um bem material, mas um estilo de vida que se adota e se preserva em cada atitude, em cada pensamento, em cada palavra. Demoramos a notar que as mansões de nada valem quando seus ocupantes são incapazes de transformá-las em lares. Desperdiçamos tempo sem perceber que anéis não reluzem sem dedos que os ostentem, carrões não se justificam quando rodam com passageiros e rumo a destinos incertos.

   O mundo ainda gira em torno do homem e o homem se perde na vertigem de rodar numa busca desesperada do que só se encontra dentro de si próprio.

   Que o ANO NOVO exerça a magia e o poder de nos induzir à reflexão para que, nas entranhas do pensamento e do sentimento, cada um de nós se conscientize de que o erro que nos beneficia hoje pode ser a cobrança do amanhã em forma de tragédia. Que as pessoas sejam capazes de fazer o bem sem olhar a quem, para receber o bem sem saber de quem. Que o respeito seja a moeda essencial nas relações humanas. Que a ética e a moral sejam práticas rotineiras em nome do coletivo. Que o mundo resgate o dom de se reinventar em suas verdadeiras evoluções, sem maquiar as mazelas que nos fazem reféns dos sonhos vazios.

   SÃO VOTOS DA “PIO DÉCIMO” AOS QUE A COMPÕE!

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