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09 de Dezembro de 2010

MINISTRO APONTA VESTIBULAR COMO MODELO DEFASADO

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 O Brasil é o único país de sua dimensão que ainda tem processos seletivos de estudantes à educação superior nos modelos de vestibular. Pelo modelo, alunos são obrigados a pagar taxas elevadas de inscrição, deslocar-se pelo país para fazer provas, caso queiram ingressar em instituições fora da cidade onde mora, e usar nota para apenas uma universidade. O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), em sua nova configuração, foi elaborado para acabar com o modelo defasado do vestibular.

           Isso foi o que explicou o Ministro da Educação, Fernando Haddad, aos parlamentares presentes à comissão de Educação no Senado Federal, no último dia 16. "A expansão e a melhoria da qualidade do ensino superior não valeriam de nada se não mudássemos a forma de ingresso," destacou Haddad. "Se não vencermos o desafio de superar o modo brasileiro de seleção às universidades, não vamos prosperar no atendimento à juventude".

          Na visão do Ministro, é preciso insistir no modelo do Enem, mesmo com todos os entraves a serem superados. Segundo ele, uma das possibilidades é a aplicação de duas provas por ano, o que diminui o número de inscritos em cada exame e dilui os riscos de falhas.

          Haddad acredita que uma das qualidades do Enem é o de impactar a qualidade do ensino médio, assim como a Prova Brasil já impactou o ensino fundamental. A avaliação, que mede a qualidade do ensino aos alunos do quinto e nono anos de ensino fundamental, permite o cálculo do índice de desenvolvimento da educação básica (ideb).

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