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28 de Outubro de 2010

REFLEXÕES PARA O MOMENTO ATUAL

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O tempo impõe novas perspectivas à análise dos elementos que norteiam o mundo. Tal análise não pode ser estagnada e conformista, tampouco deixar de acompanhar as transformações sociais, políticas e científicas produzidas pela humanidade. As constantes mudanças construíram uma realidade ímpar, de múltiplas informações e tecnologias, na qual, entretanto, tudo é descartável, efêmero, passageiro. Isso assusta, ao passo que provoca novas diretrizes para melhor viver no mundo, em sociedade.

 O homem é maior do que suas conquistas. Ao longo dos séculos, com as primeiras pólis, navegações, comércio, busca de ouro, terras, guerras, derrotas e vitórias, ele tentou provar o contrário. Ter mais passou a ser priorizado, e com isso ele não deu a si próprio importância por ser menos. Na passagem de primitivo a homem moderno esqueceu-se de direcionar um caminho para uma vida mais pacífica e igualitária. De forma geral, é descrito mais pelo que conquistou do que pelo que é espiritualmente, sendo assim avaliado sob uma ótica extremamente superficial de sociedade que se faz presente, incompatível, portanto, com a essência do perfil que se entende formar o indivíduo moderno e/ou pós-moderno.

 A busca por uma vida equilibrada e democrática é preocupação real do ser contemporâneo. Para tanto, tenta-se transformar instituições de formação moral e educacional, como a escola, a família e a política. Dessa feita, tais instituições seriam geradoras de indivíduos pensantes, questionadores, livres de amarras impostas pelo meio e voltados para um futuro inovador. É bem verdade que o diferente incomoda a muitos e por vezes é até desvalorizado, percebendo-se, assim, que os detentores do poder fazem sempre as mesmas propostas de justa democracia, de metodologias educacionais, de projetos pedagógicos, de qualidade social e econômica com equidade. O novo ainda é realmente um grande desafio. O homem alicerça no tempo suas mudanças; contudo, por vezes tem medo de alcançá-las, concretizá-las.

 Paralelo a isso, o descompromisso social por parte dos governos e de muitos indivíduos são premissas que necessitam ser revistas. É mister transformar politicagem de promessas e poucos feitos em uma política séria e desenvolvimentista; a educação de poucos em uma outra de muitos com cidadãos portadores de espírito inovador, de ideias próprias, construindo melhorias nas relações de ensino e com o próximo; a tecnologia da produção em série, robotizada, naquela que gere empregos, evolução, com características empreendedoras. E, por fim, o ter auxiliando no ser; a ciência em melhoria de vida; o conteúdo em libertação.

É através de todos esses meios que o homem tenta incessantemente construir sua democracia. E é nesse desiderato, sem muitas fórmulas, mas com o comportamento mais humano, ético, comprometido com a realidade social do mundo, que ele procura, de forma não conformista, reparar (corrigir) erros passados, contando, para isso, com o auxílio do tempo e com o ideal de sonho, escolha e comportamento de cada um, como representante da sociedade e com papéis a desenvolver e cumprir.

Carlos Alberto Vasconcelos

Prof. Dr. de Filosofia da Educação no Curso de Pedagogia da Faculdade Pio Décimo.

 

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